15.9.09

 


 


E toco-te assim ao de leve

Na pele pelo sol queimada

Em contraste nos lençóis

Na tua pele minha amada

Cuido da ferida aberta

Aquela bem visível

A que sangra por dentro

Mostra-se irredutível

E por mais que faça e esforce

Por mais de mim que dê

Essa ferida que tens meu anjo

Continua aberta e sei porquê

Mas certeza tenho eu

Daquelas absolutas

Que essa ferida que te magoa

Não será das resolutas

Num dia morno de sol

Quando a dúvida se dissipar

Descobrirás tu meu amor

Que encontraste o teu lugar

E daí em diante e para sempre

Nesse local que te acolheu

De mãos dadas com a escolha

A tristeza para ti morreu

 

Rui Duarte

(Imagem: Melancholy, de Arthur Braginsky)

 
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Link deste ArtigoPor Mil Razões..., às 00:14  Comentar

De ©Marcolino Duarte Osorio a 16 de Setembro de 2009 às 17:40
Linda Poesia!

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